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Contracorrente

Sem "Plano B"

Como disse no mesmo dia em que se soube do total ajoelhamento grego face aos credores, o grande erro de Tsipras foi o de ter ido para as negociações sem um "plano B" (saída preparada do euro).
Isso mesmo admitiu recentemente o próprio ao escrever que "o regresso ao dracma iria provocar o colapso".
Ora a saída da Grécia do euro deveria ter sido devidamente preparada nestes cinco (5!) Meses. Não foi. Alias, essa saída é, ademais, inevitável a prazo: ninguém (de credores aos gregos) acredita que mais austeridade vai resolver alguma coisa ou que mais divida nova para pagar divida velha será uma solução viável para a Grécia.
A saída da Grécia não é o fim do euro (como disse António Costa), a saída é, mesmo a sua única saída viável e de futuro, admitindo-se aqui, contudo, vários modelos de "saída" em que as moedas locais (que já existem) ou uma moeda de curso interno poderão ser parte desta solução.