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Contracorrente

Social-democracia e gratuitidade

Já tive outras ideias, mas cheguei à conclusão de que os princípios da social-democracia apontam para que a educação (incluindo o ensino superior), a saúde, os transportes públicos e um valor mínimo de consumo de eletricidade, gás, água e telecomunicações sejam bens gratuitos para o utilizador. Ou seja, o princípio do utilizador-pagador tem sido assumido no centro-esquerda de uma forma que me parece contraditória com os princípios gerais. Isto dito abertamente, em 2015, talvez seja um choque em Portugal. E bem sei que os constrangimentos (no caso, financeiros) dificultam sempre a aplicação de princípios. O que digo vai com esta ressalva de que não estou a propor uma mudança radical destas. Mas também não é uma ideia puramente teórica. Haverá uma orientação política daí decorrente para concretização: na medida do possível, reverter as taxas e preços neste âmbito. É, em parte, por isso que defendo um setor estratégico do estado, em que o lucro reverta para novos investimentos (inovação, infraestruturas) e para a redução de preços e taxas. É também por isso que apoio a redução das taxas moderadoras ou a reintrodução de viagens gratuitas para os funcionários ferroviários que o governo está a anunciar.  É preciso, no entanto, saber quais são os custos. Haja folga orçamental.